No RS, dificuldades, só para os servidores

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A aprovação no Plenário da ALRS, no dia 28 de maio, de um reajuste de 74,5% para os novos diretores do Banrisul, indicados pelo governador Eduardo Leite (PSDB), mostram que a política de aperto do cinto é mesmo para os servidores e para os trabalhadores, já que, no mesmo dia, o salário mínimo regional teve aprovado um reajuste de apenas 3,4%, abaixo inclusive do salário mínimo nacional (4,61%).

Os indicados para os cargos executivos no Banco, com perfil fortemente privatista, terão os salários elevados de R$ 51 mil para R$ 89 mil, no caso do presidente, e de R$ 40 mil para R$ 72 mil, no caso dos diretores.

Anos sem reajuste

Esta situação escancara uma opção do governo pelo mercado e pelos setores mais abastados da população. Além disso, é uma afronta aos gaúchos, já que, depois de derrubar a necessidade do plebiscito para a venda de estatais, o governo está remunerando os executivos para darem cabo de uma instituição extremamente lucrativa para o Estado. O lucro do Banrisul, somente no primeiro trimestre deste ano, chegou a R$ 320 milhões.

Enquanto isso, os servidores do Executivo amargam, há mais de 40 meses, atrasos nos salários e nenhum reajuste. Com os servidores do Ministério Público não é diferente. A última reposição foi referente ao período 2014/2015. Ano passado, depois de uma árdua luta, os servidores conseguiram passar em todas as comissões, uma proposta de reajuste de 5,58% para a categoria. Mas articulações do então governador Sartori, com os deputados que lhe davam sustentação e, mais recentemente, do atual governador com a sua base, impediram a aprovação da proposta, que teve sua tramitação retomada desde o início.

Cenário de dificuldades

Apesar do discurso de valorização durante a campanha, o atual governo repete mais do mesmo. Recentemente, a Assembleia Legislativa recebeu a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) para 2020. Antes de levar o documento ao Legislativo, o governo apresentou o texto aos  demais poderes, e o que ficou evidente é que ela traz um congelamento total de gastos. A proposta foi duramente criticada pelo Judiciário, que chegou a emitir nota, alertando para a falta de diálogo do Piratini e repudiando a incapacidade de avanços nas negociações. O Ministério Público também se posicionou, de forma mais branda, afirmando que analisaria a proposta antes de se manifestar.

O texto prevê congelamento de despesas e custeio, sem contabilizar nem mesmo os gastos com o chamado crescimento vegetativo da folha de pagamento (gastos inevitáveis relacionados aos avanços das carreiras dos servidores) e aponta um cenário de dificuldades para os servidores de todos os poderes.

O SIMPE-RS destaca que, diante deste panorama, tanto da opção do governo pelo mercado, como de uma situação financeira que aponta para a continuidade do discurso de crise para os servidores, será somente com muita mobilização que se poderá ter avanços nas reivindicações da categoria. E para isso, a principal receita é fortalecer o Sindicato e participar de todas as atividades chamadas pela entidade. A começar pela assembleia geral unificada no dia 31 de maio, sexta-feira, às 13h00, na sede do Sintrajufe, em Porto Alegre.

Assessoria de Comunicação

29/05/2019 14:41:24

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