Todo apoio à greve dos estudantes e trabalhadores em educação

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Movimento antecede a greve geral da classe trabalhadora, marcada para o dia 14 de junho

Desmonte da educação é manchete nos jornais

Antecedendo a Greve Geral de 14 de junho, os trabalhadores em educação paralisarão as atividades em todo o país no próximo dia 15 de maio. Estudantes, professores e servidores das universidades e instituições federais públicas, já estão realizando assembleias e debates em todo o Brasil para preparar o movimento contra a perseguição a professores e alunos, as promessas de extinção de cursos, os cortes para todas as universidades e escolas técnicas federais e programas de pesquisa, já anunciados oficialmente, entre outros ataques à educação, como a Escola sem Partido e a Educação Domiciliar.

Muitas instituições já estão realizando grandes e fortes manifestações e assembleias em todo o país, reunindo milhares de estudantes, professores e trabalhadores em educação.

Ato no RJ em defesa da educação pública reúne mais de 10 mil estudantes

Todo apoio à educação

A greve da educação é um movimento que deve ter apoio de todos. Você não precisa estar numa universidade pública, ser estudante ou professor para lutar contra um governo que tem como objetivo privatizar a educação, destruindo a educação pública com mentiras. Pesquisas importantes realizadas em relação a saúde, meio ambiente, indústria, e praticamente todos os setores da vida, são feitas dentro das universidades públicas. As principais universidades brasileiras, com destaque no ranking internacional, incluindo a Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a de São Paulo (USP), são exatamente as que o governo está acusando de “balbúrdia”.

É importante saber também, que diversos integrantes do governo, incluindo a irmã do Ministro da Economia Paulo Guedes, que é vice-presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP) tem especial interesse na privatização da educação superior. A receita é a mesma: sucatear, para depois dizer que não funciona e privatizar.

Mentiras sobre as universidades públicas

Para fazer cortes nas universidades públicas, o governo mente, alegando o “baixo desempenho” e “balbúrdia” das universidades.

Educação antecede greve geral

No dia 1º de maio, milhares de trabalhadores de diferentes categorias, aprovaram greve geral para o dia 14 de junho. A decisão foi tomada durante as manifestações do DIA DO TRABALHADOR, chamada por 10 centrais sindicais e movimentos sociais, que reuniram milhares de trabalhadores em todo o país. A greve será principalmente contra a reforma da previdência, mas aponta para outros temas, como a luta contra o desemprego e contra as privatizações.

Se o Congresso Nacional aprovar o texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 006/2019, além da obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres da cidade, o valor das aposentadorias será drasticamente rebaixado. Para ter acesso ao benefício integral, os trabalhadores e trabalhadoras terão de contribuir por, pelo menos, 40 anos.

Discursos mentirosos

Um dos objetivos dos trabalhadores é desmontar os discursos mentirosos da equipe do governo sobre a previdência, como a questão do déficit e o discurso de que se não fizer a reforma, não terá mais como pagar as aposentadorias (de quem já está aposentado). Neste caso, é bom lembrar a reforma trabalhista, que já tem mais de um ano. Foi aprovada com o argumento de gerar milhões de empregos e resultou, hoje, num número de desempregados que saltou de 11 milhões para 13,1 milhões, conforme o IBGE, e muitos estão em trabalhos precários, sem qualquer direito.

As lutas dos trabalhadores hoje, extrapolam as questões pontuais e de categoria, e ganham uma dimensão de classe. Os ataques a direitos como aposentadoria, as privatizações, a desregulamentação das questões ambientais, os ataques à educação, à saúde e outras áreas e segmentos sociais, afetam indistintamente a todos. Somente com milhares de brasileiros nas ruas, é que esta caminhada para o retrocesso poderá ser interrompida.

O setor da educação paralisa dia 15 de maio e abre as portas às grandes manifestações. Cabe aos demais trabalhadores, além de apoiarem este movimento, participar e se organizar para dar continuidade à resistência, organizando uma greve geral forte e representativa para o dia 14 de junho.

Assessoria de Comunicação

10/05/2019 11:39:12

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