Na maior eleição paralela realizada pelo SIMPE, Márcio Schlee Gomes é a escolha da maioria para PGJ

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A eleição paralela para PGJ realizada pelo SIMPE-RS entre os dias 24 de abril e 12 de maio apontou o nome de Márcio Schlee Gomes para Procurador-Geral de Justiça. O candidato foi escolhido por 84,7% dos votantes e recebeu 674 votos. O segundo escolhido entre a categoria foi o atual PGJ, Fabiano Dallazen, com 8,55%, ou 68 votos e, em terceira opção, ficou o candidato Luiz Henrique, com 3,77% dos votos, ou 30 votos. No cômputo total dos votos válidos, o resultado foi de 87,3%, 8,8% e 3,88%, respectivamente.
Houve ainda 4 votos brancos e 19 nulos.

A apuração dos votos em urnas foi feita nesta segunda-feira (13), na sede do Sindicato, e teve transmissão ao vivo pelo facebook.

A votação foi por meio eletrônico em todo o Estado, além de urnas volantes que circularam em diversas promotorias e locais de trabalho. O grande destaque foi a grande participação dos servidores. Foram colhidos aproximadamente 850 votos, sendo destes 795 considerados válidos.

O resultado será apresentado ao governador Eduardo Leite (PSDB) a quem cabe definir quem será o Procurador-Geral para o biênio 2019/2021. O Sindicato já está solicitando agenda com o Piratini para fazer a entrega formalmente.

Na avaliação do SIMPE-RS, o resultado espelha o sentimento dos servidores de que a sua participação na escolha do PGJ venha a ser uma realidade. “Percorremos mais de 60 promotorias com as urnas volantes, conversamos com os servidores, debatemos o tema da eleição, disponibilizamos também a votação eletrônica e o que verificamos é que a democratização do MP, abrindo espaços para que a categoria possa se manifestar efetivamente, é um desejo comum”, destacou o presidente do Sindicato Jodar Pedroso Prates.

Nossa voz tem que ser ouvida”

O dirigente lembra que a eleição paralela, que já é uma tradição no RS, tem sido incentivada nos demais Ministérios Públicos do País. “Enquanto aguardamos movimentos concretos para que os servidores tenham espaços reais de participação, vamos realizar ações como esta [da eleição paralela] que é uma forma de demonstrar nossa posição e nosso desejo de uma inserção mais efetiva nas decisões do órgão. Somos a grande maioria do quadro de pessoal do MPRS e entendemos que nossa voz tem que ser ouvida”, acrescentou ele.

Não por outro motivo, diz, ganha cada vez mais força e apoio das entidades nacionais e dos demais sindicatos de servidores dos MP’s do País, a PEC do Voto (PEC 147/2015), que tramita no Congresso Nacional. A proposta prevê a participação efetiva dos servidores no processo eleitoral dos ministérios públicos em todo o Brasil. O objetivo da PEC é trazer ao debate a necessidade de abertura democrática da instituição para a participação de seus servidores efetivos.

Jodar lembra ainda que, em outros momentos, esta indicação de nome apontada pelos servidores teve peso decisivo para a escolha do PGJ pelo Executivo. “Nossa expectativa é de que a vontade dos servidores seja levada em consideração pelo governo”, acrescentou.

Hoje, somente os membros votam para indicar o candidato de sua escolha a partir de uma lista tríplice, posteriormente enviada ao governador, que escolhe o titular do órgão. Mas, para a categoria, esta prática vai contra a necessária democracia que deve haver dentro da instituição e impede os servidores de participarem desta escolha.

Assessoria de Comunicação

13/05/2019 16:39:55

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