Governador Eduardo Leite não quer ouvir a população

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Na tarde de terça-feira, 05, o governador Eduardo Leite usou a Tribuna da Assembleia Legislativa para anunciar algumas medidas do seu governo. 
Leite foi vaiado pelos servidores que estavam presentes nas galerias. O governador anunciou a intenção de acabar com o plebiscito para privatizar o patrimônio do povo gaúcho.

O governador tratou de temas como saúde, educação, segurança e Previdência. Sobre este último, afirmou que é prioridade do governo a revisão das carreiras dos servidores, resultando mais uma vez no arrocho de quem trabalha. 

“Para nós, do Ministério Público, a luta principal do ano é pelo Plano de Carreira. Solicitamos uma agenda com o governo para garantirmos um avanço neste tema. Esta semana, ele visitará diversos sindicatos. Queremos aproveitar esta abertura de diálogo”, afirmou Jodar Prates, presidente do SIMPE-RS. O sindicato esteve presente na sessão legislativa com uma faixa pelo PCCS.

Leite disse que as privatizações são necessárias para o RS aderir ao Regime de Recuperação Fiscal. Porém, na visão das entidades sindicais esse acordo, se feito nos moldes de Sartori, é uma extensão de uma dívida já quitada. No momento que afirmou sua intenção foi vaiado, durante 30 segundos, pelos servidores presentes nas galerias.


Para garantir seu objetivo o governador não quer ouvir a população gaúcha. “O debate das privatizações precisa ser feito amplamente. É necessário sim ouvir a sociedade gaúcha. Se o Estado aderir ao RRF vai atingir em cheio as nossas vidas. Ficaremos anos sem nomeação, concurso ou reposição, prejudicando os serviços à população. O foco de Leite deveria ser a revisão das isenções fiscais e buscar os créditos da Lei Kandir”, afirma Jodar.

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