Parlamentares retiram o quórum para não votar a Reposição dos servidores

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Às 19h55 de terça-feira o líder do governo Sartori, deputado Gabriel Souza, pediu retirada de quórum da sessão na Assembleia Legislativa. Com essa ação os parlamentares estaduais traíram os servidores e não votaram a Reposição Salarial. Os 5,58% ainda podem virar realidade em sessão extraordinária. Para isso, as entidades sindicais estão articulando com o presidente da Assembleia, deputado Marlon Santos (PDT). 

A Luta dos servidores segue e a articulação agora é para garantir um sessão extraordinária com a votação das Reposições salariais que são direito para servidores. O presidente do SIMPE afirma que os Sindicatos irão repensar estratégias para aprovar a reposição. “Nós temos os votos no plenário, por isso o governo tem medo de deixar votar. Por isso eles retiram quórum das sessões e impedem a matéria de ser votada com acordos. Vamos lutar pelo nosso direito até se esgotarem as possibilidades”, promete o presidente.

O dia na Assembleia

Os servidores se fizeram presentes na Casa legislativa desde às 9 horas para percorrer os gabinetes dos e das deputadas a fim de garantir a votação. As conversas com parlamentares foram produtivas e existia um forte indicativo de votação, já que os projetos estavam na ordem do dia. Porém havia a movimentação e articulação do governo para barrar a Reposição. “Já vinhamos acompanhando as movimentações de sabotagem do governo Sartori desde o início desta batalha pelo direito que temos, mas acreditávamos na aprovação”, comentou o presidente do SIMPE-RS, Jodar Prates. 

A reunião de líderes deveria tirar uma pauta para a sessão do dia e os PLs de Reposição, no melhor cenário, precisariam estar antes do orçamento para forçar a manutenção do quórum. Mas esta reunião que ocorreu por voltar das 11h30 da manhã acabou sem definição da ordem da votação. Com isso, foi feita uma segunda reunião com os líderes para, enfim, definir a ordem de votações. A resolução de Ordem do Dia não favoreceu as entidades sindicais e os projetos de reposição ficar por último, dos 43 projetos a serem votados. 

Antes do debate do Projeto que definiu o orçamento, o deputado Nelsinho Metalúrgico (PT) pediu inversão de pauta. Assim sendo, os PLs de reposição seriam votados antes do orçamento e garantindo quórum para deliberar. A inversão foi barrada por parlamentares do PDT, PTB, PSD, PRB, MDB, PSB, PPS, PSDB, PP e PR. Os servidores lotaram as galerias e continuaram a pressão para garantia de quórum. Mas esses partidos, a pedido de Gabriel Souza (MDB), retiraram-se da sessão após a votação da PEC do espanhol.

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